Projetada para ser uma nova via de trânsito entre os bairros Lacê e São Silvano e o Centro, a Terceira Ponte de Colatina deve começar a ser construída em junho de 2026. A obra, que deve custar cerca de R$ 164 milhões, está na fase de elaboração da documentação necessária para emissão de licenciamento ambiental.
O desenvolvimento do projeto foi detalhado pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) e pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Ao todo, o complexo viário (incluindo acessos e saídas) da nova ponte sobre o Rio Doce no município da Região Noroeste contará com 12,18 quilômetros. Além de criar uma nova conexão entre bairros, a estrutura deve desafogar o fluxo da Ponte Florentino Avidos, que, com a conclusão da obra, terá suas vias de tráfego no sentido Centro. A Terceira Ponte, por sua vez, terá todo o sentido em direção a Lacê e São Silvano.
Segundo o DER, toda a documentação relativa ao meio ambiente na região das obras deve ser entregue ao Iema no final de fevereiro de 2026. A partir daí, começa o processo para a concessão da licença ambiental.
Já de acordo com o Iema, foram superadas as fases que esclarecem questões referentes à competência, ao enquadramento e ao tipo de estudo exigido para o licenciamento. “Além disso, o Iema também recebeu e atendeu o pedido para a Autorização de Manejo de Fauna Silvestre para estudo de fauna que comporá o estudo para o licenciamento ambiental”, divulga a pasta estadual.
Para a construção da ponte, um decreto do governo do Estado, publicado em setembro deste ano, determinou a desapropriação de áreas de utilidade pública, como ruas, praças e trechos de avenidas de Colatina.
Segundo informou o DER-ES em setembro, a desapropriação servirá para liberar áreas onde a nova estrutura será implantada ou onde haverá expansão de vias.
“Não necessariamente serão eliminadas ruas ou avenidas existentes; muitas vezes será apenas alteração de traçado, alargamento ou ajustes nas margens. Em casos como esse, as intervenções normalmente visam ajustar, realocar ou compensar, para garantir que o trânsito continue, mesmo que adaptado. Além disso, a desapropriação implica indenização ao proprietário afetado (no caso de áreas particulares), garantindo direitos legais”, declarou o órgão, em nota enviada à reportagem em setembro passado.
Para a construção da ponte, o governo do Estado deve contar com R$ 30 milhões provenientes do Novo Acordo do Rio Doce, recurso destinado a cidades impactadas pelo rompimento da barragem de rejeito de minério da Samarco em Mariana (MG), ocorrido em 2015.